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Preço do diesel sobe 0,47 centavos em Uberlândia; saiba quais os efeitos no bolso do consumidor

Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo Jornal Nacional/ Reprodução O preço médio de ...

Preço do diesel sobe 0,47 centavos em Uberlândia; saiba quais os efeitos no bolso do consumidor
Preço do diesel sobe 0,47 centavos em Uberlândia; saiba quais os efeitos no bolso do consumidor (Foto: Reprodução)

Guerra no Oriente Médio faz governo brasileiro zerar impostos sobre diesel e taxar exportações de petróleo Jornal Nacional/ Reprodução O preço médio de revenda do óleo diesel comum aumentou R$ 0,47 entre 8 e 14 de março, em relação aos sete primeiros dias do mês (1 a 7), em Uberlândia. O valor saiu de R$ 5,80 para R$ 6,27, um aumento de 8% no comparativo entre as semanas. De acordo com a Petrobras, o preço médio do diesel comum no Brasil é R$ 6,15, uma diferença de 0,12 centavos em relação ao praticado em Uberlândia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp O levantamento é da Agência Nacional de Petróleo, que calcula o valor final praticado pelos postos ao consumidor, incluindo o custo do produto, impostos, margens de lucro dos distribuidores e dos estabelecimentos. Foram pesquisados 9 postos na cidade. Segundo postos consultados pela reportagem, a cadeia de combustíveis está instável por conta do Conflito no Oriente Médio, o que impacta nos custos do diesel, o mais sensível às oscilações de preço. A Petrobras subiu o preço do diesel vendido às distribuidoras desde o último sábado (14). Com a mudança, o preço médio do diesel foi de R$ 3,65 por litro, alta de R$ 0,38 por litro. Segundo a empresa, o impacto do reajuste para o consumidor final, nos postos, será reduzido por causa da diminuição de impostos e da subvenção aos produtores anunciadas pelo governo federal. LEIA TAMBÉM: Polícia recupera 2 toneladas de defensivos agrícolas roubados VÍDEO: Polícia apreende 322 kg de cocaína escondidos em carga de minério Cantor de forró transforma congestionamento em show improvisado em rodovia; vídeo Segundo o diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Triângulo Mineiro (Settrim), Leonardo Antônio, ações diante da situação são discutidas, uma vez que o diesel é usado majoritariamente por veículos pesados e de transporte, como caminhões e carretas. O cenário aponta para uma reorganização nas transportadoras, que vai desde a renegociação de contratos à atualização de tabela de fretes para se manter em um ambiente competitivo. “Vamos ter que repassar para o consumidor final e para a cadeia de consumo os custos que o setor não consegue absorver. Infelizmente, para a comunidade vai ter o reajuste nos custos dos produtos e insumos transportados pelas empresas”, comentou. Na visão do economista Filipe Prado, a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba tem uma logística baseada em transporte rodoviário e qualquer aumento no diesel faz o preço dos produtos aumentarem em cadeia. “Do alfinete ao remédio, a roupa e a comida, não tem produto que se salve nessa situação, salvo aqueles produzidos dentro da cidade, como o setor de serviços, que sofre menos. Mas em relação aos preços internacionais, o preço do diesel e da gasolina já estava defasado, então vai depender da regulação da Petrobras. Não existe um prazo para os preços começarem a subir”. Em nota, a Petrobras informou que em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, reafirma o compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil, mas que por questões concorrenciais não antecipa decisões sobre manutenção ou reajustes de preços. Governo pede ICMS Zero sobre diesel para Estados VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas