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Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão

Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Em crise financeira histórica, os Correios abriram prazo para funcionários pedirem demissão. O plan...

Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão
Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão (Foto: Reprodução)

Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Em crise financeira histórica, os Correios abriram prazo para funcionários pedirem demissão. O plano de demissão voluntária é parte do programa de recuperação dos Correios. A expectativa é cortar 15 mil dos cerca de 90 mil contratados, reorganizar cargos, mexer nos planos de saúde e na previdência dos servidores. Os Correios informaram que ainda não tem um balanço de quantos já aderiram ao plano. A estatal quer economizar R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027. Um gráfico produzido pelos Correios mostra que os gastos com pessoal dispararam. Em 2022, foram de R$ 15,2 bilhões. Em 2024, pularam para quase R$ 20 bilhões. 60% do dinheiro que entra nos cofres dos Correios vão para pagar salários, plano de saúde e outras despesas com os funcionários. A estatal, que há seis anos detinha metade do mercado de entrega de encomendas, terminou 2025 com cerca de 20% desse comércio. O plano dos Correios para 2026 prevê também organizar a venda de 60 imóveis da empresa para levantar R$ 1,5 bilhão. A empresa informou que fechou 121 agências das mil previstas no plano de reestruturação. A situação dos Correios se deteriorou muito nos últimos quatro anos. Em 2022, a empresa fechou o balanço com um prejuízo de mais de R$ 700 milhões. Em 2024, o déficit pulou para R$ 2,5 bilhões. O rombo de 2025 ainda não foi oficialmente fechado, mas a empresa calcula que tenha sido de R$ 10 bilhões. Em crise financeira histórica, Correios abrem prazo para funcionários pedirem demissão Jornal Nacional/ Reprodução Os Correios receberam no início de 2026 R$ 10 bilhões dos R$ 12 bilhões tomados emprestados com cinco bancos. O empréstimo só saiu depois de o Tesouro Nacional dar garantias e vai ser usado para pagar dívidas imediatas e manter as operações. Mas a empresa admitiu que pode precisar de mais R$ 8 bilhões para fechar as contas do ano. No fim de 2025, o presidente dos Correios, Emannoel Rondon, disse que o resultado negativo de 2026 pode chegar a R$ 23 bilhões se o ciclo negativo da empresa não for quebrado. O economista Raul Velloso afirma que os Correios devem reconhecer que hoje não têm como competir com o setor privado: “Nós temos de arrumar as coisas de tal forma que o setor público saia desses segmentos e nós adequemos o funcionamento deles a um índice de gasto bem mais razoável do que o que se tem em nosso país”. Na avaliação do economista Armando Castellar, pesquisador associado FGV IBRE, empresa está em uma corrida contra o tempo e deve considerar a hipótese de se privatizar: “Não tem agilidade de um setor que é cada vez mais competitivo, cada vez mais ágil. Empresas estatais no passado fecharam exatamente porque o governo hesitou muito. É muita hesitação em termos de você privatizar. Demorou, demorou, acabou tendo que fechar porque o prejuízo simplesmente era grande demais e não havia condição de competir”. LEIA TAMBÉM Correios preveem queda de receitas e aumento de despesas em 2026, mostra orçamento TCU autoriza inspeção nos Correios para apurar possíveis irregularidades na gestão